O lugar de encontro de quem cultiva o Bem, o Bom e o Belo

Contação da Rua

Contação da RuaA Contação da Rua é um lindo projeto realizado em João Pessoa, como o próprio nome sugere, de contação de histórias infantis, com o intuito de incentivar a leitura, resgatar brincadeiras de rua, promover cultura, folclore e educação, fomentar a criatividade – tão necessária e ausente no mercado de trabalho atual (será que faltou algo para nossos adultos quando eram crianças?), dando asas a imaginação, ou seja, resgatando a infância impostamente adormecida pela correria do dia-a-dia, pela sobrecarga de tarefas e atividades, pela falta de segurança, e por outras tantas coisas não tão legais que nem vale continuar a descrição.

Esta próspera e bela iniciativa tem tudo a ver com o PorTAO. Mostra como é possível colocar ideias, desejos e sonhos em prática fazendo o que se pode, com o que se tem, onde se está. Mostra que sinceras atitudes, quando baseadas num desejo amoroso, tendem a crescer, ganhar vida e transformar o coletivo.  Como diria a própria Contação: Olhos de coruja, orelhas de elefante, pois essa história é muito interessante!

Dany Danielle tinha o desejo que seus filhos tivessem uma infância feliz. Quando se mudou para João Pessoa, vinda de Brasília com a família, percebeu a carência de brincadeiras infantis que existia na nova rua, cheia de crianças, novos amigos com seus filhos.  Resolveu convidar os pequenos vizinhos para um lanche literário em seu quintal. As crianças amaram a experiência e pediram para que fosse repetida. Aos poucos, o lanche literário se tornou regular. As crianças passaram a chamar outros amigos, amigos de amigos, crianças de outras ruas, e o quintal da casa começou a ficar pequeno. Valéria, amiga, vizinha, mãe, que se tornou parceira de Dany nessa empreitada, sugeriu levar a Contação de histórias para a praça.

Contação da Rua Praça da Paz

Logo, a Contação da Rua (saída do quintal) acontecia na Praça da Paz, com direito a teatro de fantoches, músicas e histórias autorais e folclóricas, varal de poesias, biblioteca livre (nos livros não catalogados, apenas etiquetas com os dizeres: leia, devolva ou empreste) e muitas cangas espalhadas no chão para acolher crianças e pais sorridentes todos os sábados à tarde. As famílias passavam, gostavam, sentavam e viravam assíduas.

Em três anos, a Contação da Rua que nasceu sem nenhuma pretensão, além de oferecer um ambiente amoroso, educativo e imaginativo para os filhos e amigos da então gestora de tecnologia e professora Danielle, cresceu e ganhou ares de gente grande. Ganhou blog, página no Facebook , matérias em revistas e jornais, apresentação no teatro, programa na rádio e canal de histórias na internet e na TV. Ganhou espaço mas não perdeu sua vocação. Cultivar valores, educação e cultura, tendo como instrumento as histórias, a música e a afetividade.

                            

Quando um trabalho é construído com essas bases, cresce fluidamente, não sem esforço e dedicação (claro!), e gera com ele a incrível riqueza de ser solo fértil não apenas para os envolvidos, mas para todos que a ele acessarem.

A Contação da Rua, projeto sem fins lucrativos, já nutriu a praça, escolas, professores (formando contadores de história), detentos em presídios, feiras literárias,… E segue por aí enriquecendo sua própria história. Vida longa!

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