O lugar de encontro de quem cultiva o Bem, o Bom e o Belo

Terrapia

Quando se está no Caminho de busca espiritual, independente da prática que se realize, mais cedo ou mais tarde vai surgir a necessidade de se criar coerência em todos os aspectos da vida. Aprendi isso na teoria e na prática. Também no que diz respeito à alimentação.

Certo dia, assisti a uma palestra da Ana Branco em um vídeo do TEDx. Ela contava que todos os alimentos provenientes da terra trazem água e selênio em sua composição. Assim como chips de computador, juntos, formam a memória da terra. Esta memória é o que informa, traz para nossas células, o que precisamos. Quando fervemos ou congelamos um alimento, destruímos as moléculas de água e, consequentemente, toda a informação que o alimento iria nos fornecer. Ou seja, acabamos comendo mais para encher a barriga, do que realmente para ficarmos nutridos e saudáveis. Ela contava também que as sementes quando germinadas e as folhas quando em broto, contém o máximo de nutrição, informação, alimento celular, que podemos desfrutar.

terrapia brotos germinados Todas essas informações, vindas das sementes, dos brotos e da Ana Branco, foram suficientes para despertar meu interesse. Inserir alimentação viva no meu cardápio me pareceu imensamente coerente com minha busca e práticas espirituais, bem como pareceu uma necessidade orgânica premente, uma vez que vinha sentindo um cansaço constante, incompatível com minha vida saudável e com meus exames médicos. E assim, rapidamente tornou-se imperioso para mim, aprender a germinar sementes.

Procurei na internet e descobri que não seria uma tarefa fácil, dessas que se aprende com um tutorial. Há variantes na germinação de semente para semente. Assisti uma palestra on line da Ju Malhardes e tive dicas muito importantes sobre esse novo mundo que desejei experimentar. Entre elas, o Projeto Terrapia, que funciona nas dependências da Fiocruz, onde Ju fez o curso de Alimentação Viva.

Na agenda do site descobri o dia de fazer suco verde em grupo, comprei os ingredientes solicitados e fui até lá. Para minha surpresa tinham transferido o dia do suco, pois estavam recebendo a visita da fundadora do Projeto para uma palestra. Para minha alegria, fui convidada a ficar. Assisti encantada Maria Luiza Branco (irmã da Ana Branco do vídeo do TEDx) falar do início do Projeto e das pesquisas que envolveram a receita do suco, realizadas pela própria Fiocruz, e seus resultados reveladores na regeneração celular. Também me encantei com o ambiente acolhedor e sustentável que encontrei. Descobri que a alimentação viva também envolvia outros campos: o cultivo da gratidão a terra pelo alimento ofertado e o cuidado amoroso no preparo, feito com as próprias mãos e seu calor. Como não me encantar? Isso realmente fez e continua fazendo muito sentido para mim.

Dois dias depois, eu soube, abririam inscrições para o curso de alimentação viva, com duração de três meses. Lá estava eu pleiteando uma das 120 vagas, cedo da manhã e recebendo a senha 120. Ops! Coincidência? Ou sincronicidade?

Nessa convivência, descobri que o Terrapia é um incrível projeto que tem como objetivo disseminar os benefícios da alimentação viva, e mais que isso, promover a saúde pela ecologia do ser integrado ao ambiente. Essa é minha percepção depois da minha experiência.

No período em que tivemos aulas experimentei uma convivência colaborativa: os alimentos são levados por todos, todos preparam, todos cruzinham, todos lavam, todos se alimentam juntos depois de agradecer cantando pelo alimento vivo e lindo que traz a força da terra.

Além de aprender teoricamente e em muita prática sobre a alimentação viva, tivemos oportunidade de vivenciar uma nova forma de atuar em comunidade. Impagável!

Aliás, os cursos não são gratuitos, mas também não são pagos. Seguindo a proposta, são colaborativos. As pessoas levam os ingredientes combinados e também podem colaborar com o projeto adquirindo as sementes e outros produtos lá mesmo.

Após as vivências enriquecedoras, a metodologia totalmente funcional, a aquisição terrapia suco verdede vários conhecimentos e receitas; escolhi trazer especificamente e efetivamente duas inserções da alimentação viva para minha vida: o suco de clorofila matinal (com duas maçãs, folhas verdes, ervas aromáticas, pancs e sementes germinadas, receita específica do projeto) e algum broto no almoço. Posso dizer que integrar alimentação viva em meu cardápio provocou uma surpreendente sensação de energia/vitalidade e saciedade no meu organismo. Poder dividir o alimento que se prepara com afeto, despertou em mim grande amorosidade e fez aflorar o tal senso de comunidade: o bem que quero para mim também desejo para você. O desejo de compartilhar tudo o que é bom.

Se você está no Rio de Janeiro e se interessou pelo assunto ou pelo relato, sugiro acessar o site do Projeto e conhecer as possibilidades de inserção neste mundo, usufruindo da experiência e competência dos gestores e voluntários do Terrapia. Se você não é do Rio, mas vai passar por aqui e gostaria de conhecer, experimentar, vivenciar; acesse o site do projeto e se informe sobre o dia do suco. Essa é minha dica. Garanto que terá uma manhã agradável, saudável, e significativa por lá.

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