O lugar de encontro de quem cultiva o Bem, o Bom e o Belo

Aldeia do Sol

Chegar à Aldeia do Sol já foi praticamente uma jornada pessoal. Primeiro porque há algum tempo já vinha em busca de experiências com a cultura indígena que me fizessem reconectar-me com minhas raízes. Bisneta de avó índia, ou talvez por outros motivos, sempre senti um chamado pela proximidade com a mata e pelas curas naturais. Sempre tive enorme respeito por trabalhos de cura sagrados. Sinto sua força. Mas desejava experimentar cura com expansão de consciência alcançada sem o uso de agentes psicoativos. Foi então que num encontro com Alex Sabba, por meio da Deeksha (essa é riqueza que merece outro post), fui convidada para participar de uma Tenda de Purificação (Tenda do Suor).

Num primeiro momento, mesmo consciente de tantas ‘limpezas’ latentes e necessárias de serem feitas, parte de mim que prefere estar no status quo, ficou quase paralisada pelo medo da experiência. Meu ser, porém, falou mais alto. E lá fui eu, na companhia segura da pessoa amada para a Aldeia do Sol, onde aconteceria o evento.


A Aldeia do Sol fica em Sacra Família (nome bastante auspicioso) do Tinguá, distrito do município de Engenheiro Paulo de Frontin, perto de Miguel Pereira, no Rio de Janeiro. Um espaço com aconchego familiar, comida gostosa e alguns quartos rústicos e bem estruturados para receber algumas pessoas. Éramos um grupo de dezessete participantes neste evento, reunidos pelas potências do Bull e do Bill, pelo carisma do índio Fulni-ô Tafkê-a e pela organização e conhecimento do Alex Sabba.


Minha jornada pessoal ganhou força já no caminho de ida, quando no comando da direção do carro, perdi a entrada de Miguel Pereira (detalhe: tem uma enorme placa na estrada) levando-nos muitos quilômetros à frente, errando convictamente o caminho.  Foi então que, ao retomarmos o caminho para nosso destino, pudemos compreender que não havíamos nos perdido, mas que a vida tinha me concedido a possibilidade de me reencontrar por meio de uma confluência de acontecimentos que me possibilitaram fazer um resgate de uma vida passada vivenciada em sonho na noite anterior (a semana havia sido rica em trabalhos de cura). Eu precisava de tempo, eu precisava integrar meu sonho, eu precisava das palavras e do acolhimento do meu parceiro. Se isso parece estranho, loucura, ou demais para você, não me espanto. Nem espero que compreenda. Na intensidade em que a vida está acontecendo, nem sempre é possível, e talvez nem seja necessário, compreender tudo que se é vivido e experimentado. Prefiro aceitar e agradecer ser merecedora de tanta luz, apoio e cura! Enfim, apesar de termos perdido parte das atividades do fim-de-semana na Aldeia, encontramos outras riquezas no caminho que era apenas nosso e que esperava ser vivido.

Ao chegar lá, fomos surpreendidos por uma amorosidade incomum vinda de cada pessoa que nos recebeu e que veio ao nosso encontro. Característica que posso considerar, sem dúvida, a mais marcante deste belo lugar, especialmente de seus anfitriões, os inspiradores Bull e Bill.

Adotados por um pai índio norte americano Cheyenne, Bull e Bill se tornaram guardiões das tradições e responsáveis por difundi-las e por resgatar nos irmãos indígenas o orgulho de sua ascendência. Estar em contato com eles é aprender muito sobre nossa origem, sobre o sagrado que somos nós e toda a vida. Se isso te inspira, você deve ir conhecer a Aldeia do Sol. Minhas palavras serão muito pouco. Melhor você checar as oportunidades lá na página da Aldeia e experimentar por si mesmo.

Outro passo da minha jornada rumo a minha verdade, rumo ao meu ser, foi vencer o medo de experimentar a vivência da Tenda. E sendo uma experiência muito pessoal, o que posso dizer é que a sacralidade com que foi conduzida (e que faz todo sentido para mim) e a plena consciência da unidade e da coletividade pelos condutores da cerimônia, assim como seu amor incondicional e respeito demostrado a cada um de nós ali presentes, foram fundamentais para que eu pudesse receber as curas.

Saí da Aldeia do Sol transbordante de amor, conexão e gratidão (por ter conhecido o Alex, o Tafkê-a, toda a família que se formou em dois dias de convivência e por vivenciar tudo isso ao lado de um parceiro amado). Saí de lá já desejando voltar. Desejando ser novamente parte da cerimônia da Tenda. Desejando expandir ainda mais meu ser. Desejando absorver tanto conhecimento sagrado, compartilhados por Bull e Bill. Desejando que todas as relações possam ser tão amorosas e cuidadosas quanto pude sentir.


Porque vivi, posso entender: “Eu quero ser aquilo para o qual eu fui criado e faço tudo para isso!”
“Por todas as minhas relações!” Hahoo!!!

 

Comentários

  1. Bill - Aldeia do Sol

    É uma honra poder compartilhar cada momento de nossas vidas com pessoas que tem anseios semelhantes aos nossos e que abrem o coração para que o amor os toque. Gratidão por reconhecer em vc o ser luz que é. Hahoo. Por todas as nossas relações.

  2. “Tudo é perfeito como é”, mas à frente da organização de um evento como esse, a preocupação com cada participante é grande. “Será que não expliquei direito?”, “Será que o mapa estava claro?”, são dúvidas que invariavelmente aparecem, mas tudo acontece automaticamente e é necessário não querer ter o controle, é necessário aceitar o que o Universo nos traz.
    Só que o alívio só veio quando vocês chegaram, risonhos, satisfeitos com a jornada que haviam feito. Nesse momento foi que, quase como um pai que vê os filhos chegarem bem, consegui relaxar.
    Quando se participa de um evento de aldeia, e principalmente na Aldeia do Sol, muito antes de se chegar, já podemos sentir as engrenagens do Universo se movendo, se ajustando para o que virá. A cura, começa quando resolvemos buscá-la, as curas obtidas na Aldeia do Sol começam quando resolvemos ir. Tudo se ajusta para que ela aconteça, mesmo quando fica difícil chegar lá, porque precisamos trilhar nosso caminho para estarmos prontos para receber. Ao contrário do que muitos imaginam, porque nunca estamos preparados para o que virá. Só sabemos o que passamos e o novo é sempre o desconhecido que a mente teme.
    Foi ótimo estar com vocês.
    Nos encontremos na próxima.

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