O lugar de encontro de quem cultiva o Bem, o Bom e o Belo

Fazenda Campo Verde

Quero te contar sobre um desses pedacinhos de paraíso que estão bem aqui na Terra. Um daqueles lugares muito agradáveis de estar e onde se pode crescer em grupo. Quero te apresentar à Fazenda Campo Verde, onde Joana se empenha em promover cursos e encontros de cura. Contar como chegar à fazenda não é tarefa fácil. Cheguei lá por mãos e carro amigos, e você deve saber que quando não conhecemos muito bem a região e não estamos no comando da situação e do volante, e ainda de quebra temos a consciência de que estamos a caminho de vivenciar momentos únicos, a mente entra em outra vibe e se distrai fácil com a boa conversa, com a energia fluida e com a paisagem. A fazenda fica no interior da Bahia, na região de Mata de São João. É preciso enfrentar um trajeto de estrada de chão (que a mim não incomoda em nada) para se encantar com esse pedaço de terra que encerra uma última curva à direita depois da casa verde (infelizmente esse é o máximo de dica de acesso que vou conseguir te dar por enquanto).

Joana, dona do pedaço, tem uma agenda de eventos anuais que já são regulares por lá. Mas não foi sempre assim. A fazenda é uma propriedade da família. Um terreno grande com casa na entrada, piscina e muitas árvores, que até então era utilizada para criação de alguns bois e para férias da família. Há oito anos, durante sua prática de meditação, Joana conta de visualizou muitas pessoas por lá, entrando e saindo. Não demorou muito para entender que ali, em seu espaço familiar, deveria nascer um centro de cura.

Convencer o marido do novo propósito que nascia para seu espaço particular não foi tarefa simples. Levantar fundos para realização, tampouco. Mas quando se tem clareza do caminho, as dificuldades e os obstáculos se tornam parte do processo. E a história de Joana é daquelas que ilustra bem isto.

O primeiro passo foi a construção de um salão. O marido não aprovava a ideia (muita gente entrando em casa? Como assim? E o custo disso tudo? É investimento sem retorno), mas ela tinha uma certeza tão absoluta do que deveria fazer, que acreditou que aos poucos ele se acostumaria e se adaptaria a nova realidade. Talvez não imaginasse que ele participaria tão ativamente, mas assim foi.  Ele foi com ela ao banco em busca de investimento. Nada feito. Assim como ele, os investidores não achavam a ideia um bom ‘negócio’. Juntou suas próprias economias, vendeu o que foi preciso e iniciou a obra. Logo lá estava o marido, engenheiro civil, dando suporte, garantindo que tudo fosse bem feito e a um custo viável. Depois de muita ponderação entre o que Joana imaginava e o que o marido considerava viável, o salão foi construído. Só faltava o telhado. Final da obra, final dos recursos. E lá estava o marido garantindo um telhado de presente.

O primeiro curso foi realizado em um fim de semana com as pessoas literalmente acampadas no mesmo salão onde eram realizados os estudos e, alguns, até nos quartos da casa. A comida, feita na cozinha da casa de Joana.

Logo foi possível perceber que era preciso manter a privacidade da família que precisava de tempo e espaço para ir se adaptando as mudanças do lugar. Então, começaram a erguer quartos com banheiros na lateral da casa principal. Hoje, a Fazenda recebe com simplicidade, mas confortavelmente, quarenta pessoas.

Outras construções foram nascendo aos poucos. Uma clareira de cimento entre o salão e alguns dos quartos, que serve bem para uma roda com fogueira (e todo ritual que se prese, e qualquer noite de lua cheia pedem por uma fogueira), nasceu sem querer, ou talvez tenha escolhido sua natureza. Ali era o lugar de uma imensa caixa d’água. Eis que um terapeuta sensitivo, que foi facilitar um trabalho por lá, conta que a enorme caixa d’água estava drenando o fluxo de energia do salão. O suficiente para Joana começar a procurar outro lugar para ela, e também procurar uma boa explicação para convencer o marido da necessidade de muda-la dali. Na clareira que se formou, o fogo ocupou definitivamente o lugar da água.

Hoje a fazenda conta também com um refeitório cercado de verde, com comida caseira e saborosa. Estive por lá participando do Círculo de Mulheres, onde não havia restrição alimentar. E, apesar disso, sendo lacto-vegetariana, posso dizer que tive opções. O cardápio é bem farto.

Ao lado do refeitório há um labirinto feito no chão, que mistura cimento com a grama. Também fruto de outro trabalho realizado por lá. O que ganhou vida, riscado de cal por muito tempo, acabou ganhando direito à imortalidade.

O espaço cheio de árvores frutíferas, de beleza natural e muito cuidado, oferece também aquelas raridades para quem vive em cidade grande. Além do som do silêncio, com seus sons próprios que vem da natureza exuberante, é possível ter acesso irrestrito a um céu estrelado em noite enluarada, visto da grama ou da rede, você pode escolher, e desfrutar do pôr-do-sol, meio sem saber se contempla o sol indo de um lado ou a lua surgindo do outro.

Um caminho de cura interior é o que você pode encontrar nesse espaço, ao lado de pessoas que estão buscando o mesmo, em propostas muito enriquecedoras promovidas pela Joana.

Cheguei lá para o Círculo de Mulheres levada por mãos e corações amigos. Pretendo voltar!

   

Comentários

  1. Kátia Lanuza Rocha Pina

    Olá!

    Bom Dia!
    Estou pesquisando um local viável para realizar um trabalho que se chama: Consciência Nutricional para um Corpo Ideal. Sou Psicoterapeuta Junguiana e escrevo esse projeto com Monica Cardim que é Personal Nutrition.
    Lembrei do Espaço de Joana que tem a estrutura e energia que precisamos.
    Gostaria de um e-mail e/ou telefone para fazermos um orçamento.

    Muito grata por encontrar esse portal.

    Kátia Lanuza
    71-999632206

    Grata

    1. Oi, Kátia!
      Muito bom poder mediar esses (re)encontros. Esse é o propósito do PorTAO. Confesso que falar com a Joana nunca foi tarefa simples para mim. O link do post leva à página da Fazenda no Facebook, e talvez um ‘in box’ seja uma boa forma de comunicação. Tenho dois emails com os quais já a acessei uma vez: joana@hospitalaianca.com.br e joanagallo30@gmail.com. Espero que tenha sucesso no contato. Quando fecharem o espaço e a data, será um prazer divulgar o trabalho de vocês aqui na Agenda do PorTAO!

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