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Apoio moral

Oferecer apoio moral. É essa a primeira ideia que te vem à sua mente quando ouve ou lê a palavra bulling? Quando ouve uma história de assédio moral?! Como você apoiaria a ‘vítima’? Que tipo de suporte disponibilizaria para ela?

Nossa programação mental/cultural manda que procuremos o culpado, julguemos e condenemos. Manda que tenhamos piedade pela vítima. Essa é a reação da grande maioria (ainda… Por enquanto). Mas, puxa! Quanta palavra (e de quebra sentimentos) com carga negativa junta.

Já te ocorreu que pode haver formas diferentes e às vezes (muitas) bem mais positivas de lidar com as adversidades, sejam de que natureza forem? Já pensou o quanto pode ser divertido experimentar sair do padrão e buscar soluções diferentes para os mesmos problemas, em vez da fórmula bem sedimentada de vítima/culpado, julgamento/punição? Esse é um exercício necessário nessa nossa época de mudanças. E na verdade, naturalmente cada vez mais frequente. Esse post vem trazer um belo exemplo disso. Bom, se você não tem experimentado essa realidade, pode ajudá-la a se manifestar buscando alternativas conscientemente, intencionalmente. Praticando. Por que faria isso? Simples. Repara só. Avançamos em larga escala tecnologicamente falando. Tudo tão rápido, prático, objetivo e automático que às vezes é difícil até de acompanhar (principalmente para a geração mais antiga. Os mais jovens já estão nascendo com algumas propensões já latentes, enquanto as pessoas de poucas décadas atrás têm essas propensões adormecidas, demandando mais esforço). Mas esse avanço se restringiu a tecnologia. Continuamos tacanhos. O mundo evoluiu. Nossas ideias e comportamentos continuam iguais (para um mundo que está diferente). Como diria Murilo Gun, precisamos agora atualizar nossos softwares pessoais. E isso inclui modificar nossos padrões nocivos. A nós mesmos e a sociedade. Não pense você que quando você se indigna com algo, julga, movido pela raiva xinga e condena, não está se fazendo mal. Vários estudos já mostram que emoções perturbadoras, que tiram o equilíbrio (seja mental ou emocional) fazem jorrar muito cortisol em nossas veias, enfraquecendo gradativamente nossa saúde. Ter compaixão é muito importante. Mas se ela ainda não morar no seu coração (você pode aprender a convidá-la a entrar lá… E até a ficar, a fazer morada, se te interessar), saiba que por você mesmo, pela sua integridade, deve começar a perceber seus padrões nocivos e… Brincar de modificá-los. Porque digo brincar? Primeiro porque não existe uma única e certa fórmula para todas as situações. Segundo porque buscar atitudes diferentes não precisa ser um fardo. Pode ser desafiador de início (sair do automático exige esforço e perseverança), mas pode ser leve, se encarado como um jogo divertido, uma experimentação. Daí, até as adversidades passam a ser encaradas de outro jeito. Passam a ser vistas como amigas, passam a ser vistas como grandes oportunidades de jogar, brincar, se transformar.

Menino sofre bullying por causa de lancheira ‘feminina’ e seu tio responde dando apoio moral. Ryker sofreu intimidações de garotos da escola que diziam que sua lancheira é 'de menina', só porque ela tem desenhos de gatos coloridos.
Ryker recebendo apoio moral de seu tio David Pendragon.

Pois então, este post é sobre bulling, assédio moral. Ou, na verdade, é sobre uma possibilidade de resposta diferenciada a um acontecimento dessa natureza. Esse post é sobre apreciar o apoio moral. Sobre alternativas não punitivas e mais funcionais.

Então, te convido a dar uma olhada nessa linda matéria do site razões para acreditar. Não vou dar spoiler, mas garanto que é uma bela ilustração da mudança de paradigma para os novos tempos. Atitude consciente e bem mais eficiente! Se por acaso seu foco for para algo como a impunidade… Hum! Presta atenção! Há muito que trabalhar! Ops! Há muito que brincar!

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